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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Surgem os primeiros interessados

Já fiz alguns bons contatos com pessoas interessadas em desenvolver o futebol de mesa em Mato Grosso do Sul. O desafio, agora, é conseguir uma mesa oficial para disputar partidas.

Se você está curioso em conhecer ou esporte ou quer jogar com a gente, entre em contato pelo Twitter (@helderrafael16) ou pelo e-mail helder.rafael16@gmail.com

Meu time ideal



Galera, há pelo menos 10 anos não jogo botão pra valer, mas ainda mantenho meus times bem guardados. Os botões da regra gaúcha, os tenho em uma maleta especialmente feita para eles. Já os puxadores convivem sem problemas em um saquinho de pano. São quatro times ao todo, dois na modalidade um-toque e dois no toque-toque.

O toque-toque ocupou boa parte da minha infância. Eu me reunia com os amigos da rua no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre-RS, para disputar campeonatos no fim de semana. Se as mães implicavam com a algazarra na sala de casa, íamos com a mesa "Estrelão" ou "Xalingão" para a calçada mesmo. E lá fazíamos nossos torneios a sério.

O time que aparece na foto foi formado por mim entre 1995 e 1996, época em que o Botafogo de Túlio Maravilha mandou no futebol brasileiro. Em homenagem ao craque, batizei meu centroavante.

Aliás, note a disposição dos botões: é como devem ser distribuídos no campo de defesa. Uma linha de cinco jogadores rente à linha de meio-campo, e na zaga dois laterais, um volante e uma dupla de zaga, que fica junto ao goleiro para dificultar as bolas alçadas nos cantos.

Também nessa época o Grêmio Foot-ball Porto-Alegrense mandava na América, o que importou na minha dupla de zaga: Adilson e Rivarola. O camisa 8 era o Luis Carlos Goiano, e o camisa 6, Roger. Tem ainda o botão de cores do Brasil, apelidado obviamente de Brasileirinho, mas do resto não me recordo o nome.

O time está com o escudo do Olympique de Marselha, mas só para não ficar sem distintivo mesmo. Abaixo segue um jogo de camisas do Botafogo-95 que encontrei no blog Mundo Botafogo.

Regras, qual seguir?


Não sou profundo conhecedor de todas as modalidades do botonismo, já que em cada estado há uma variante. Como aprendi a jogar no Rio Grande do Sul, aprendi primeiramente o toque-toque, partindo depois para o um-toque ou regra gaúcha.

O toque-toque é jogado em tabuleiros de menor dimensão e com os botões "puxadores". Na minha opinião, é a regra ideal para quem quer conhecer o esporte, pois as regras são menos rigorosas do que nos outros padrões de jogo.

Pode-se conduzir a bola indefinidamente até que se erre o passe ou erre o toque do jogador na bola, evidentemente. É mais dinâmico e com maiores possibilidades de chute a gol. Dá pra balançar legal o filó!

Já na regra gaúcha ou um-toque, como o nome pressupõe, o jogador toca a bola, e se tabelar com um botão companheiro, pode dar mais um toque. Aí passa a vez. O legal dessa regra, disputada em mesas maiores, é que o jogo fica mais técnico e menos corrido.

Como você não pode dar vários toques (ou fazer vários passes) para subir o ataque, torna-se fundamental construir a jogada para deixar o atacante em condições de arremate. Aliás, chute a gol não é fácil por causa da distância em relação à meta. A precisão cai bastante. Apesar de exigentes, esses fatores deixam a dinâmica da partida bem mais interessante e complexa.

No mais, as regras do botonismo têm quase os mesmos componentes do futebol de campo: impedimento, bola na mão (sim, na mão do botão!), falta técnica, escanteio etc.

Quer conhecer a fundo a regra gaúcha? Vá direto à página da Liga Gaúcha.

Botonismo é um esporte caro?



Amigos do blog, para que o botonismo se desenvolva como esporte em Mato Grosso do Sul, é preciso que haja uma mínima estrutura para receber praticantes e curiosos. Mas isso não se traduz em despesas altíssimas, não. É muito barato jogar futebol de mesa, acreditem.

A começar pela montagem do time. Na loja Bazar Mimo, em Porto Alegre-RS, um time completo e simples da regra gaúcha (com goleiro, 10 botões, bolinha, palheta e goleira) custa R$ 16,00. Os botões torneados (com melhor acabamento) saem R$ 30,00 a dezena. Já o botão de acrílico comum, o "puxador", sai por R$ 1 a unidade.

Acessórios em geral são super baratos, como cartela de distintivos a R$ 2,00, traves oficiais a R$ 20,00 o par, e goleiros da regra gaúcha a R$ 5,00. Cores e modelos a escolher.

As mesas são reforçadas e feitas em material de qualidade. São os itens mais caros, porém, de grande durabilidade. Uma mesa oficial da regra gaúcha tem 1,8 metro de comprimento por 1,4 metro de largura e sai por R$ 320 na Bazar Mimo. A semi-oficial, um pouco menor, custa R$ 220. A pequena, R$ 120. A infantil (89 x 63 cm), conhecida como Estrelão, vale R$ 25.

Dá para montar um time de puxadores por R$ 15,00, comprar uma mesa infantil de R$ 25, mais alguns acessórios...  com R$ 50 fecha a conta para dois jogadores. Mas como o esporte é realmente apaixonante, quem começar no Estrelão vai querer migrar para as regras oficiais.

Links bacanas



A foto aí em cima é de meu time de "puxadores" (pelo menos é assim que a criançada chamava esse tipo de botão de acrílico, intermediário entre os "panelinhas" de plástico mole e os "torneados" e "perolados" da regra gaúcha). Note que o goleiro é bem mais largo do que o que aparece à esquerda e também no post anterior. E ele joga em pé, enquanto o outro joga deitado. (Darei detalhes das regras em outro post)

Para quem nunca ouviu falar sobre botonismo e quer conhecer mais sobre o assunto, deixo como sugestão alguns links interessantes.

  • Bazar Mimo - loja em Porto Alegre/RS que considero a Meca do futebol de mesa. Existe há 30 anos no centro da cidade e tem de tudo sobre o esporte. Também oferece mesas para quem quiser tirar uma partida amistosa. Ah, aceita encomendas.
  • Fábrica de mesas Futmesagol - fábrica em São Paulo que produz quadras para as regras gaúcha, paulista e carioca. 
  • Liga Gaúcha - além de ser a página com as notícias dos afiliados e das competições, traz um artigo bacana contando a história do botonismo no país, que surgiu em 1930. Vale a pena conferir.
  • Futebol de Mesa News - site especializado em notícias do botonismo. Dá para perceber pelas notícias como o esporte envolve o pessoal em todo o país para as competições.
  • Blog Escudinhos - não podia deixar faltar um comentário sobre essas mentes criativas que enriquecem o botonismo. E o mais legal é que dá para fazer o download das artes e imprimir por conta própria!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bem, amigos!


Olá pessoal! Criei este blog para servir de apoio a um projeto que pretendo desenvolver em Mato Grosso do Sul: a prática do futebol de mesa. Quando criança e adolescente, joguei muito botão em Porto Alegre-RS, onde nasci. Já adulto, vivendo e trabalhando em Campo Grande-MS, decidi resgatar esse esporte tão bacana.

O problema é que há semanas procuro alguém que jogue futebol de mesa, ou pelo menos se interesse em praticá-lo... mas está difícil. Primeiro, porque não há lojas especializadas no comércio de botões, mesas, distintivos e demais petrechos. Segundo, porque talvez haja um preconceito em torno do botonismo, uma vez que é associado a "brincadeira infantil".

Pois bem, nesse blog pretendo difundir informações sobre o futebol de mesa no sentido de introduzir o esporte em Mato Grosso do Sul e contribuir para que mais pessoas se interessem pelo assunto. E também, mostrar que não se trata de brinquedo, mas sim, coisa séria e largamente praticada - por adultos, em sua maioria. No Rio Grande do Sul, assim como em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e outras regiões do país, o botonismo tem regras próprias e até federação.

Fiquem ligados no blog "Futebol de Mesa em MS", pois quem sabe quando reunirmos um grupo bacana poderemos disputar campeonatos e, quem sabe, fundar uma liga! A primeira liga sul-mato-grossense de botonismo. Seria isso uma ilusão? Quem poderá saber? Só arregaçando as mangas para descobrir. Vamos nessa? Interessados podem entrar em contato pelo Twitter (@helderrafael16) ou helder.rafael16@gmail.com

P.S.: A foto que ilustra o post mostra minha caixinha de botões da regra gaúcha. Tenho dois times, um goleiro, bolinhas e palheta. Só falta a mesa.

Cene Círculo Militar de Campo Grande Comercial Escola do São Paulo Operário Sobotoms